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Ad Benevolentiam Captandam: A captura da Boa Vontade na Persuasão

Nesta coluna, é investigada a expressão "ad benevolentiam captandam" em sua significação de "capturar a boa vontade". Descreve como essa estratégia retórica visa conquistar a simpatia do público por meio de gentileza e empatia, facilitando a aceitação de ideias e promovendo uma troca de favores mutuamente aderida. Destaca a eficácia em criar conexões emocionais positivas, mas alerta para os riscos de manipulação e superficialidade, recomendando um discernimento crítico do contexto de comunicação e uma constante busca por formação crítica.

Ad Gratiam Captandam: A retórica que sequestra as graças do alvo

No vasto campo da retórica, a presente coluna explora uma técnica poderosa de persuasão que se foca na conquista do favor e simpatia através do charme e boas maneiras. A expressão latina "ad gratiam captandam", que significa "capturar a graça", destaca-se por criar uma conexão emocional com o público, favorecendo a aceitação de ideias e argumentos. Contudo, o texto alerta para os riscos de superficialidade e manipulação emocional, evidenciando a eficácia e os desafios dessa abordagem na comunicação persuasiva.

Aliquem ad Amare: Uma retórica de "Somebody to Love"

A presente coluna analisa a expressão "somebody to love", amplamente conhecida na música, mas usada também na comunicação e persuasão como uma forma de cativar pessoas através do carisma, associando-a à frase latina "Aliquem ad Amare" e simultaneamente ligando-a como uma modalidade retórica, que visa ganhar confiança e influenciar através de conexões emocionais. Com exemplos concretos, o texto demonstra o impacto dessa abordagem, destacando tanto seus usos positivos em contextos comunitários e negociações, quanto seus potenciais abusos em discursos políticos e marketing de influência.

(Des)territorializando as Pulsões em Lacan: Por uma cartografia de sentidos

A cartografia de sentidos é um conceito que explora a representação e mapeamento das experiências subjetivas, indo além das coordenadas geográficas. Envolve a criação de mapas emocionais, culturais e sensoriais que refletem a complexidade das vivências humanas. Essa abordagem transcende as fronteiras físicas, buscando entender as nuances e significados subjacentes aos espaços, relacionando-se com a pulsão epistemofílica ao explorar os territórios do significado e da compreensão. Com base nos referenciais teóricos de Lacan, através deste artigo será feito aquela exposição retórico-argumentativo sobre as categorias de pulsão, ao seguir uma disciplina de desterritorialização das categorias pulsionais psicanalíticos ao dividí-los em eixos do modelo teórico da segunda tópica em Freud.

Fantasia na Teoria Psicanalítica de Freud: Uma Análise Apologética

A palavra "etéreo" encontra ressonância na teoria psicanalítica de Freud, sugerindo conexões intrigantes com a mente inconsciente e o papel das fantasias na vida mental. Neste contexto, exploraremos como o "etéreo" se entrelaça com as ideias freudianas segundo a metapsicologia contida no plano teórico da primeira tópica.

As Pulsões Humanas na Teoria Psicanalítica de Sigmund Freud e Jacques Lacan

Pulsões humanas, categoria conceitual abstraída por teorias psicanalíticas preconizadas por Freud e impulsionadas por outras escolas de pesquisa, à exemplo de Lacan, oferece uma visão esclarecedora das forças motrizes que encobrem os nossos comportamentos e desejos,  faz-se um guia indispensável para quem busca desvendar os mistérios da mente humana.

Catexia e sua aplicação no ato de personificar avatares na interpretação de criativos digitais

 A filosofia grega utiliza a palavra EROS para se referir ao tipo de amor ou desejo que é associado a um forte desejo emocional ou sexual. Catexia, um conceito utilizado na psicanálise que se refere ao investimento afetivo e emocional de uma pessoa em objetos ou situações externas. É a forma como o indivíduo canaliza suas emoções, desejos e necessidades em relação a esses objetos ou situações, formando assim laços afetivos intensos. Em psicanálise, a catexia pode ser entendida como uma espécie de projeção dos instintos e das necessidades internas do indivíduo, e pode ser vista tanto como um processo saudável quanto patológico, dependendo das circunstâncias em que se dá. Catexia é um conceito central na psicanálise que se refere à energia psíquica investida em objetos mentais ou físicos. É uma ideia fundamental para entender como os processos psicológicos e emocionais funcionam na mente humana. De acordo com a teoria psicanalítica, todas as pessoas têm uma certa quantidade de energi...

Dialética do paradoxo contemplada na perspectiva da Fenomenologia Husserliana

Dentro da perspectiva da fenomenologia husserliana, a dialética do paradoxo é uma abordagem que lida com a interação de opostos e paradoxos na experiência humana. A intencionalidade desempenha um papel crucial nesse contexto, pois é o princípio fundamental pelo qual a consciência se dirige intencionalmente a objetos, ideias e significados partindo de um princípio de dicotomia da escolha. A intencionalidade, em termos fenomenológicos, refere-se ao movimento da consciência em direção a algo além de si mesma. A consciência está sempre intencionalmente direcionada a objetos ou fenômenos que são percebidos, imaginados, lembrados ou projetados mentalmente. Por meio da intencionalidade, a consciência alcança a relação com o mundo e com os fenômenos que se apresentam nela. Na dialética do paradoxo, a intencionalidade opera permitindo que a consciência abrace os opostos e paradoxos da experiência. A fenomenologia husserliana reconhece que a vida mental humana é complexa e cheia de ambiguidades,...

Semiótica lacaniana: por um universo compartilhado de significados em que o espírito humano atinge sua percepção de refúgio

A semiose lacaniana oferece uma perspectiva rica para compreender os processos de significação e simbolização na constituição do sujeito. Ela destaca a importância da linguagem e dos sistemas simbólicos na formação da subjetividade, bem como na construção da realidade. Por meio da semiose lacaniana, podemos explorar as relações entre linguagem, cultura e identidade, compreendendo como os signos e símbolos moldam nossa percepção e nossa experiência do mundo. Essa abordagem aponta para a complexidade e a ambiguidade dos sistemas simbólicos, ressaltando a necessidade de constante reflexão e reavaliação dos significados atribuídos.

Teleologia: Alguns estudos em favor de uma Fenomenologia do Propósito

A teleologia revela uma fenomenologia do propósito, pois examina a harmonia, complexidade e adaptação no universo, apontando para uma inteligência superior por trás de sua existência e explora a existência de intenções e finalidades circunscritos no mundo natural. 1. RESUMO Ernst Mayr foi um renomado biólogo evolutivo do século XX, conhecido por suas contribuições para o entendimento da evolução e a defesa do conceito de "especiação" como motor da diversificação biológica. Embora a teleologia seja um termo mais comumente associado à filosofia, Mayr abordou esse conceito dentro de um contexto biológico.  Outro debate que será explorado neste esquema periódico consequente do debate sobre teleologia trata-se da teoria do ajuste fino, abordado pelos teóricos Fred Hoyle - em seu trabalho na física teórica, e William Lane Craig - em seus estudos metafísicos sobre o ajuste fino.  Fred Hoyle foi um astrônomo e cosmólogo britânico que desempenhou um papel significativo no desenvolvime...

A Pulsão de Conhecimento (Wissbegierde) na Perspectiva de Freud: Uma Jornada Rumo ao Desvendar da Mente

A mente humana é um enigma complexo que tem intrigado filósofos, psicólogos e cientistas ao longo dos séculos. Sigmund Freud, renomado psicanalista, trouxe contribuições fundamentais para a compreensão dos processos mentais e do comportamento humano.  Embora Freud tenha se concentrado principalmente nas pulsões sexuais e agressivas, ele também reconheceu a importância da curiosidade intelectual e da busca pelo conhecimento. Neste contexto, surge a noção da pulsão de conhecimento, também conhecida como Wissbegierde, um conceito que pode nos ajudar a compreender a ânsia humana por desvendar o desconhecido.

Percepção do tempo para Edmund Husserl

 A "Fenomenologia da Consciência Interior do Tempo" (Phänomenologie der inneren Zeitbewusstsein) é uma obra fundamental de Edmund Husserl. Publicada originalmente em 1928, a obra explora a estrutura temporal da consciência, investigando como vivenciamos e percebemos o tempo internamente. Nesta obra, Husserl busca compreender a experiência subjetiva do tempo e como a consciência se relaciona com o passado, presente e futuro. Ele desenvolve uma análise detalhada da consciência temporal, conhecida como "fluxo de vivências" (strom der Erlebnisse), onde as vivências se sucedem e são apreendidas pela consciência. Husserl argumenta que a consciência do tempo não se restringe apenas à percepção de eventos passados ou antecipação de eventos futuros, mas também envolve uma dimensão de "retenção" (retention) e "protensão" (protention). A retenção se refere à retenção ou conservação do passado no presente, enquanto a protensão está relacionada à antecipação...

Associação por aproximação pensado segundo a fenomenologia husserliana

Na fenomenologia husserliana, a associação por aproximação é um conceito que descreve a maneira pela qual as experiências e percepções se conectam por meio de similaridades e semelhanças. Essa associação ocorre quando a consciência reconhece semelhanças entre diferentes objetos ou experiências, permitindo que eles sejam agrupados ou associados em categorias ou padrões. A associação por aproximação é um aspecto fundamental da atividade perceptiva da consciência. Quando a consciência se dirige a um objeto ou evento, ela é capaz de perceber semelhanças com outros objetos ou eventos anteriores, mesmo que não sejam idênticos. Essa percepção de semelhança cria uma associação por aproximação, onde a consciência agrupa as experiências com base em características compartilhadas, mesmo que sejam parcialmente diferentes. Por exemplo, ao ver um objeto redondo, a consciência pode associá-lo a outros objetos redondos que já foram percebidos anteriormente. Mesmo que os objetos não sejam idênticos, a ...

Nome-do-Pai e Falo Simbólico: Conceitos Lacanianos em favor de uma pulsão epistemofílica

O Nome-do-Pai é uma metáfora que representa a função paterna na lei simbólica, ou seja, é a figura que detém o poder de interditar certos desejos e impor limites à satisfação pulsional. Essa interdição é fundamental para a construção da subjetividade humana, pois é através dela que o indivíduo se vê confrontado com a necessidade de buscar formas socialmente aceitáveis de satisfazer seus desejos.  O Nome-do-Pai, é a representação simbólica de regenciamento e ordenação que são fundamentais para a vida em sociedade. Para Jacques Lacan, o conceito do Nome-do-Pai está intimamente ligado ao simbolismo fálico. O falo, nesse contexto, não é uma realidade biológica, mas sim um significante que representa o poder e a autoridade do pai na estruturação do desejo humano. O pai tem a função de universalizar uma lei caprichosa, essa é personalizada na atualização pessoal daquele que está representando ou interpretando tal papel.  Lacan enfatiza que essa autoridade do pai é arbitrária e capri...

Sensibilidade ou Empatia? A dialética razão e emoção

“É preciso sermos como estrelas, por todos os lados .., uma visão sempre mais ampla, tal qual os olhos de águia” Certa vez, alguém postou essa frase num grupo de discussão, em referência a meta do que devemos buscar em nossas vidas, outro participante da conversa, rebateu-o com o seguinte argumento:   "Mas ... Águias não têm visão ampla ...  são predadoras ... possuem visão aguda ... Visão ampla têm os pombos (por exemplo) que são presas ... Precisamos ter ambas as visões ... amplos como as presas ... (para as nossas ações) ... aguda como os predadores ... (para as ações dos outros) ... É mais difícil ainda ...” Eu, bocudo como nunca deixo de ser durante conversas por aí afora, comecei a digitar e me coloquei na conversa: "Talvez devemos apenas confiar na intuição e deixar o Espírito humano tomar conta do resto ... Estava eu esses dias lendo um livro sobre raciocínio lógico, me abismei com o quanto falta atributos lógicos na mente natural em interação com a vida....

Medo de rejeição ... ou do ridículo?

Pela terceira vez estou com dificuldade de iniciar esse artigo, mas conforme dizem o texto flui no momento em que nos implicamos de escrever sobre a inércia. Há um assunto produzindo ainda muita ansiedade em minha mente: A hipótese de enfrentar algum deboche sobre qualquer situação em específico. O escárnio me incomoda, e estar entre pessoas que devido a sua autocrítica enxerga o próximo como adversário e precisa usar de deboche para se sentir bem consigo próprio me faz implodir de raiva. Às vezes, nem é questão de ser o alvo do ridículo que me incomoda, mas a desumanização das interações sociais que transformam as pessoas em peças de um jogo doentio de competitividade, sobremodo a criar o ensejo de aferir comportamentos agressivos uns sobre os outros. Vivemos em tempos em que o ridículo é a regra, a pessoa inteira não importa, apenas a sua oferta e procura. Tal comoção entendo como “neurose coletiva”, em que a qualidade da saúde mental dum ser-humano é relativo á valorização do que...

Desejos Em Momentos De Solidão

Existe como iniciar um artigo sobre a verdade por trás de si mesmo? E qual verdade pode sair quando se a pressão é: "Diga toda a verdade"? A única verdade que eu conheço em mim mesmo, é a vontade de conhecer sobre o porquê a mente parece ter vida própria. Afinal de contas, chegamos aqui para provar a nossa existência? Ou podemos/devemos produzi-la da melhor forma possível? E aí, quando eu vou terminar de fazer essas perguntas, se eu sequer imagino qual é o início ou de onde vem toda essa inquietação e vontade de encontrar respostas? Que turbilhão é esse que gira feito um furacão e ao mesmo tempo se encontra estagnado feito um poste? Em que momento vou dizer adeus a esse sem fim de perguntas? Ou melhor, será que dá pra parar de escrever em forma de perguntas? Ok, acho que agora posso verdadeiramente fazê-lo. Vamos dissecar essa inquietação em partes: 1 - A começar pelos desejos insatisfeitos, porém alguém assim sempre segue a tendência de buscar o caminho da autossa...

Sobre o que consiste esse blog? Uma Breve Apresentação

Antes de me dirigi-los para tratar acerca da finalidade desse endereço eletrônico, dedico minhas humildes palavras a sua pessoa, que de alguma forma trilha a própria jornada sobre essas confusas linhas de comando improvisadas pela vida no intuito de aperfeiçoar as nossas forças, acredite, mesmo quando achamos que estamos sozinhos, na verdade nos enganamos, porquê há muitos se sentindo como você, porém nada fazemos para nos juntarmos e acolhermos as dores e dificuldades de cada um. Esse endereço é o que há de mais íntimo ao qual estou improvisando, por muito tempo sempre refleti comigo mesmo sobre a vida e me silenciei por achar que ninguém me entenderia, hoje sou cônscio do simples fato da grande maioria encerrar sua jornada terrena sem ao menos conhecer-se; a minha opinião acerca desse assunto está na condição de sermos buscadores daquilo que consideramos mais sublime passamos a ser condicionados em preencher esse vazio de significados quando criamos um novo vínculo pessoal com alg...